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MADRID, 11 de fevereiro (EUROPE PRESS) –
O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, alertou esta quarta-feira que “existe um risco real” de o país abandonar a UE devido a disputas “desnecessárias e destrutivas” com a oposição e especialmente com o Presidente Karol Nawrocki após críticas ao programa de segurança europeu.
Esta é “uma tentativa de desestabilizar toda a Europa, uma tentativa de limitar o papel da Polónia na União Europeia (…) há um risco real, estou a falar de factos, não de especulação, de que a Polónia saia da União Europeia”, disse o primeiro-ministro em conferência de imprensa após uma reunião com o gabinete de ministros.
Tusk lamentou que o programa SAFE, uma iniciativa europeia para reforçar a sua segurança e reduzir a sua independência dos EUA, tenha desencadeado uma disputa política “imprudente e destrutiva” com a oposição, que acusou de “desestabilizar a Europa”.
“Não tenho dúvidas de que os nossos oponentes vão querer perturbar este projeto”, disse o primeiro-ministro polaco, com base, como sublinhou, em relatórios provenientes da oposição e do palácio presidencial, informou a agência de notícias PAP.
Tusk sublinhou que a Polónia é o principal beneficiário deste programa e por isso avaliou como “absolutamente inaceitáveis” as manobras daqueles que durante muitos anos “descaradamente fizeram lobby pelos interesses da indústria de armamento noutros países”.
O programa SAFE é uma iniciativa de 150,00 milhões de euros para apoiar a indústria europeia de armamento. A Polónia apresentou um pedido de financiamento de 43,7 mil milhões de euros, tornando-se o maior beneficiário do sistema de crédito.
A assinatura do presidente polaco é necessária para que a Polónia adira ao programa, embora ele tenha sido muito crítico em relação ao mesmo, que chamou de “uma tábua de salvação para a Alemanha”. Nawrocki se opôs a outras medidas de segurança no passado. O governo poderá anular o veto se receber o apoio de 276 pessoas no parlamento, no qual tem 248 cadeiras.