fevereiro 8, 2026
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fragata Ilhas Canárias (F-86) pertencer Frota espanhola já está a caminho do Oceano Índico para se juntar Operação Atalanta União Europeia, uma missão naval permanente que tem como objectivo garantir a segurança marítima numa das regiões mais sensíveis do planeta. A implantação segue o plano do Comando Operacional e reforça o compromisso da Espanha com a estabilidade internacional e a segurança marítima.

Na fase inicial da navegação, a embarcação opera sob controle operacional nacional. O cronograma inclui a sua chegada ao Djibuti para substituir outra unidade espanhola atualmente implantada, após o que a fragata será totalmente integrada na estrutura europeia.

Missão chave da segurança marítima internacional

Operação Atalanta é uma missão naval da União Europeia focada no combate à pirataria e na proteção dos navios mercantes e pesqueiros que transitam pelo Golfo de Aden, pela Bacia da Somália e por grandes áreas do Oceano Índico. Estas rotas concentram um volume crítico do comércio global, incluindo o transporte de recursos energéticos e matérias-primas.

Espanha tem estado continuamente envolvida nesta operação desde o seu início em dezembro de 2008. Desde 2019, também exerce o comando da missão a partir do seu quartel-general localizado na Base Naval de Rota, fortalecendo o seu papel como um dos principais intervenientes na segurança marítima da Europa.

Mudança planejada e comando do navio

A fragata Canarias é comandada pelo capitão da fragata Juan David García García. Após a conclusão da assistência planeada, a unidade assumirá integralmente as tarefas atribuídas no âmbito do esquema operacional da União Europeia, coordenando as suas ações com navios e aeronaves de outros países participantes.

Estas missões incluem a vigilância marítima, a escolta de navios vulneráveis, a dissuasão de atividades ilícitas e o apoio à estabilidade regional em coordenação com organizações internacionais e autoridades locais.

Capacidades operacionais da fragata “Ilhas Canárias”

A Fragata Canarias é o sexto navio da classe Santa María, baseado nas fragatas americanas da classe Oliver Hazard Perry. Foi construído pela então Empresa Nacional Bazán, hoje Navantia, e transferido para a Marinha Espanhola em 1994.

A fragata, com 138 metros de comprimento e deslocando cerca de 3.900 toneladas, está pronta para operar em condições difíceis e de longo prazo. Seus sistemas de combate permitem realizar missões de defesa aérea, guerra anti-submarina, vigilância marítima e controle de tráfego naval.

Equipamentos e instalações a bordo

O número de funcionários ultrapassa 200 homens e mulheres, aos quais se somam instalações especiais para missões internacionais. Entre eles destaca-se uma equipa médica com capacidade cirúrgica, necessária para operações distantes de bases logísticas.

O navio também abriga uma força-tarefa de segurança do Corpo de Fuzileiros Navais, uma unidade de Guerra Especial da Marinha e uma unidade de aviação composta por um helicóptero SH-60B e uma aeronave não tripulada Scan Eagle. Estas capacidades melhoram significativamente as capacidades de vigilância, reconhecimento e resposta a incidentes em alto mar.

Cerimônia de despedida e apoio institucional

Antes de partir, a fragata Canarias despediu-se no porto de Rota numa cerimónia oficial presidida pelo Almirante de Esquadra José Enrique Delgado Roig. A cerimónia enfatizou a importância da coesão, disciplina e camaradagem em operações internacionais deste tipo.

O alto comando naval sublinhou também o valor estratégico da missão e o compromisso contínuo de Espanha com a política comum de segurança e defesa da União Europeia, quadro em que a Marinha desempenha um papel central.

Carreira consolidada na Atalanta

Este destacamento representa a sexta participação da fragata Canarias na Operação Atalanta. Ao longo dos anos, a Marinha Espanhola acumulou uma vasta experiência operacional na região, o que contribuiu decisivamente para a redução da pirataria e para o reforço da segurança marítima.

A presença contínua de unidades espanholas no Oceano Índico confirma a relevância estratégica desta missão e o papel da Marinha como ator fundamental na proteção das rotas marítimas internacionais, um fator importante na estabilidade económica e na segurança global.

Referência