janeiro 28, 2026
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O El Economista informa que a Marinha solicitou à Navantia que preparasse um estudo de viabilidade para analisar a possível construção de dois novos submarinos da classe S-80. O pedido ainda não constitui uma extensão do contrato, mas ativa o primeiro processo formal necessário para avaliar se o programa pode ser expandido para além dos quatro blocos originalmente planeados.

A mudança ocorre enquanto a atenção oficial permanece focada em concluir a entrega dos submarinos já maduros sem mais atrasos. No entanto, na esfera técnica e operacional, começa a perceber-se que o modelo atual pode não ser suficiente para cobrir de forma sustentável as necessidades da frota.

A questão da verdadeira acessibilidade no mar

A abordagem subjacente a estes estudos é estritamente operacional. Os submarinos, devido à sua complexidade técnica, estão sujeitos a longos ciclos de manutenção, o que reduz significativamente o número de unidades disponíveis ao mesmo tempo.

Com quatro submarinos, o fornecimento é limitado. Períodos de extensa manutenção, treinamento e atualizações de sistemas tornam difícil manter mais de duas unidades funcionando ao mesmo tempo. A Marinha acredita que isso garantirá uma presença permanente três ou quatro submarinos Em diferentes cenários, é necessário ter pelo menos seis plataformas.

Por que seis unidades mudam o roteiro

  • Permitem a duplicação da manutenção sem perda de funcionalidade.
  • Eles garantem a disponibilidade em caso de incidentes técnicos inesperados.
  • Eles facilitam a formação da tripulação sem afetar a implantação.
  • Aumentam a dissuasão em ambientes marítimos cada vez mais exigentes.

Esta abordagem não é exclusiva de Espanha. As principais marinhas europeias com capacidades submarinas avançadas utilizam rácios semelhantes para garantir a continuidade das operações.

O que exatamente é analisado em um estudo de viabilidade?

O trabalho confiado à Navantia é de natureza técnica e produtiva. Seu objetivo é determinar se a construção de duas novas unidades de energia, designadas internamente S-85 e S-86, é viável do ponto de vista operacional, financeiro e tecnológico.

Um dos aspectos fundamentais será avaliar o quanto a experiência adquirida com o desenvolvimento do primeiro S-80 nos permite otimizar custos, prazos e processos para uma hipotética expansão do programa.

Possíveis melhorias em comparação com as primeiras unidades

O projeto original do S-80 foi aprovado no início dos anos 2000 e sofreu modificações ao longo do tempo. Novas pesquisas determinarão quais mudanças podem ser feitas usando os mais recentes avanços tecnológicos.

Entre os elementos que serão analisados:

  • Integração total do sistema AIP desde o início.
  • Melhorias em sensores e sistemas de combate.
  • Otimização do consumo de energia e assinatura acústica.
  • Adaptações para missões longas e cenários da OTAN.

Cronograma atual do programa S-80

Atualmente, o programa está sendo implementado de forma escalonada. O primeiro submarino já está em serviço e os próximos estão em diversos estágios de construção e testes.

Submarino Situação esperada Ano estimado
S-81 Em uso 2023
S-82 Comissionamento 2026
S-83 Entrega prevista 2028
S-84 Entrega prevista 2030

Qualquer decisão sobre o quinto e sexto blocos será tomada, na melhor das hipóteses, após a consolidação deste calendário e após a devida autorização do Conselho de Ministros.

Influência industrial e estratégica

Para além do nível militar, a expansão do programa terá um impacto direto na indústria naval espanhola. A operação contínua da linha de produção ajudará a consolidar empregos altamente qualificados e a preservar capacidades industriais críticas.

Além disso, fortalecerá a posição da Navantia no mercado internacional, onde a experiência operacional e a maturidade do produto são fatores determinantes na hora de competir em grandes competições.

Fator AIP como elemento decisivo

Uma das principais desvantagens comerciais do S-80 foi a falta inicial de um sistema de propulsão independente do ar. Este sistema, de fundamental importância para operações subaquáticas de longo prazo, está previsto para ser integrado pela primeira vez numa das unidades de energia ainda em construção.

Um teste operacional completo deste sistema será fundamental tanto para os interesses de potenciais clientes estrangeiros como para a justificação interna para a expansão da série.

Uma decisão que marcará a próxima década

Embora nada tenha sido assinado oficialmente, o início destes estudos leva pela primeira vez a expansão do programa a um nível técnico realista. Não se trata mais apenas de declarações de intenções, mas de analisar os dados para determinar se a Espanha pode e deve dar este passo.

Se a construção do S-85 e do S-86 for finalmente aprovada, a Marinha não ganhará apenas acessibilidade e flexibilidade operacional. Também reforçará as capacidades estratégicas que, se perdidas, serão extremamente difíceis e dispendiosas de restaurar.

O resultado destes estudos determinará o rumo da frota submarina espanhola nas próximas décadas e determinará o papel de Espanha no equilíbrio naval do Mediterrâneo e do Atlântico.

Referência