Tarde de domingo, 18 de janeiro. A família Zamorano pega o trem Alvia de Madri para Huelva depois de assistir a uma apresentação de “O Rei Leão” na Gran Vía na noite de sábado. Outra passageira, Nati, tinha exatamente o mesmo plano e com todo o entusiasmo levou os netos e o filho para a capital. Ricardo, que também está a bordo, regressa à Andaluzia depois de acompanhar os seus alunos a um exame, e toma uma bebida no carro-refeitório. Enquanto isso, Maria del Carmen faz o trajeto oposto a bordo do Irio. Vai para Madrid, onde leciona no instituto por apenas alguns meses. Então são 19h45. Algo desconhecido falha e tudo acaba. Estas são apenas algumas das histórias das 43 vítimas (41 identificadas) que teriam ocorrido no acidente ferroviário de Adamuza (Córdoba), o pior da história dos comboios de alta velocidade em Espanha. Os nomes de muitos dos mortos ainda não foram divulgados, mas as tentativas de encontrar os desaparecidos continuam. No ABC, queríamos prestar esta pequena homenagem a quem, por um motivo ou outro, já não está connosco. Mas, acima de tudo, já não estão com a família e os amigos: aqueles que os amavam.
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