Coincidência ou não, a estreia de Ademola Lookman foi o jogo mais completo do Atlético em toda a temporada. O nigeriano juntou-se totalmente à actuação do coro vermelho e branco em La Cartuja. Ele encheu demais, negociou, irritou todo mundo. … Ele se adiantou, principalmente Ruibal, e finalizou a atuação com um gol e uma assistência. Pouco mais se poderia pedir a um jogador recém-chegado que mal treinou com seus novos companheiros. Impacto imediato e um repertório de recursos que há muito não estavam na equipe de colchões. Já estão esfregando as mãos com a nova aquisição.
“Força física em duelos e um contra um.” Antes do pontapé inicial, diante das câmeras de televisão, Simeone deixou claro o que esperava do seu jogador. “Que ele encontre este lugar para demonstrar sua força”, pediu o argentino. E caramba, ele fez isso. Porém, demorou, pois nos primeiros minutos quase não teve contato com a bola. Inclinando-se para a esquerda, ele subia e descia no ritmo da equipe, enquanto o Bétis, incentivado pelas arquibancadas, pressionava intensamente. O nigeriano teve o suficiente para criar uma escalação posicional enquanto o Atlético priorizou os ataques pela direita.
Após o primeiro quarto de hora, Lukman conseguiu se encontrar cara a cara pela primeira vez. Ele deixou Ruibal, mas seu centro muito poderoso tornou-se uma presa fácil para Adrian. Um minuto depois ele fez o primeiro chute, aproveitando um fantástico passe interno de Alex Baena. Ele ficou na frente do goleiro, embora pressionado por um zagueiro, e não conseguiu corrigir o chute.
Aos 25 minutos, voltou a falhar após assistência de Hanzko. Se a bola tivesse entrado, o primeiro gol provavelmente teria sido anulado por impedimento. No entanto, a essa altura os nervos haviam desaparecido. Lookman ligou e passou a se dar bem com toda a frente de ataque do Atlético. Sua participação no segundo gol foi decisiva: tocou primeiro em Ruggeri e o lateral passou a bola fatal para Giuliano.
Naquele momento, o recém-chegado teve que se perguntar que razão oculta impedia o Atlético – com Baena, Barrios, Griezmann, Koke… todos em altíssimo nível – de dominar facilmente o campeonato espanhol.
A cereja do bolo pareceu chegar aos 38 minutos. Seu primeiro gol. Mais um contra-ataque brilhante iniciado por ele mesmo, no qual combinou de forma soberba com Barrios antes que o jovem lhe devolvesse a bola. Depois de passar por dois zagueiros, ele encerrou o jogo com um chute em direção à trave para fazer o 0-3.
Ainda havia algo para ver. Assim como o resto da equipe, ele foi pego pela queda causada pela lesão de Barrios no início do segundo tempo. Mas ele não desperdiçou o espaço cada vez maior deixado por um Betis desesperado. Com a habilidade de correr à frente, ele pode se tornar imparável. Em uma delas, ele interceptou a bola no meio do campo e levou para a área, onde passou com cuidado para Griezmann. Além de tudo, eu apoio.
Simeone deu-lhe um descanso faltando dez minutos para o fim. Saiu de campo sob aplausos e com a sensação de que tinha algo a oferecer a um clube que havia fechado o mercado de transferências com muitas dúvidas e que mais uma vez foi encorajado pela atuação do londrino.
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Tempo jogado:
79 minutos -
Metas:
1 -
Chutes a gol:
1 -
Total de tiros:
5 -
Passagens bem sucedidas:
38 -
Faltas recebidas:
2
Esta não foi a única estreia da noite. Rodrigo Mendoza e Obed Vargas também entraram no segundo tempo, ambos com o jogo já decidido e um pouco caídos. Ele colocou o primeiro no meio-campo, inclinando-se levemente para a direita como o companheiro de Koke, e deixou alguma faísca, como uma tacada de calcanhar em direção a Griezmann, que provocou mais uma jogada perigosa do Atlético. O segundo ocupava a parte interna direita. Bastou-lhe ver pessoalmente o quinto golo do Atlético e comemorar uma grande noite ao apito final.